terça-feira, 20 de dezembro de 2011

SE

        
Se alguém pretende magoá-lo, e você não aceita a ofensa, ele não o conseguirá, por mais o tente.
Se outrem enunciou cruel calúnia para desmoralizá-lo, e ele mente, como é óbvio, você prosseguirá como antes.
Se alguma pessoa de temperamento áspero não simpatiza com você, e a sua é uma atitude de compreensão, de forma alguma você será afetado pelas suas vibrações negativas.
Se um amigo de largo tempo desertou da sua companhia, acusando-o injustamente, e você se encontra com a consciência tranquila, não prosseguirá a sós.
Se você foi acusado por perversidade ou inveja de alguém, e se permanece consciente da sua honorabilidade, nada mudará em sua vida.
Se você se vê a braços com inimigos ferrenhos, mas não revida o mal que lhe desejam, conseguirá expressiva vitória na sua marcha ascensional.
Se apupado e desrespeitado, você percebe que o fazem por despeito e sentimentos inferiores, não se detendo na torpe situação, você é um vencedor.
Se algumas criaturas demonstram desagrado ante a sua presença, e você consegue desculpá-las, a sua é a postura adequada.
* * *
Nunca tome para você as agressões dos outros, mesmo quando citado nominalmente.
A grande maioria dos indivíduos vê o seu próximo mediante a projeção dos próprios conflitos, e nem sequer dão-se conta da insensatez que os domina.
É fácil identificar nos outros ou transferir as próprias torpezas e insânias, raramente os tesouros das virtudes que escasseiam.
Mantenha-se em paz, não se considerando tão importante, que seja sempre motivo da agressão e da maldade dos outros.
Sempre haverá opositores e vítimas na sociedade.
Que você seja a tranquilidade de consciência a serviço do Bem libertador.
Se você assim proceder, o mal dos outros nunca lhe fará mal, mas o seu bem a todos fará muito bem. 


Médium: Divaldo Franco Autor: Marco Prisco

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Editora Espiritizar


Este mês está nascendo a Editora Espiritizar, a editora da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso, com a publicação do seu primeiro livro: Fluidoterapia Espírita: Passes e Água Fluidificada do escritor Alírio de Cerqueira Filho. 
A editora espiritizar foi criada com o objetivo de difundir o Projeto Espiritizar criado pela Feemt para desenvolver a tríade qualificar, humanizar e espiritizar sugerida pela Veneranda Mentora Joanna de Ângelis ao movimento espírita.
O Projeto Espiritizar com a nova editora torna-se mais eficaz, pois além dos cursos em dvd e mp3 que o projeto colocava à disposição do Movimento Espírita, teremos agora todos os cursos e seminários também em livros, bem como outras obras cujo objetivo é humanizar o nosso movimento espírita em Mato Grosso, extensivo ao restante do mundo.
A editora espiritizar tem como valores fundamentais a fidelidade à Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec, cujo objetivo e reviver o Evangelho de Jesus em espírito e verdade, difundindo as premissas do Consolador prometido pelo mundo.
Nunca o Movimento Espírita necessitou de uma proposta como a do Projeto Espiritizar como na atual época em que estamos vivenciando, pois o movimento tem se afastado das bases kardequianas.
Nos últimos tempos muitas editoras têm sido criadas, em sua maioria com objetivos materiais e lucrativos para os seus donos ou para instituições beneficentes. Em virtude disso, obras e mais obras têm sido publicadas com impropriedades doutrinárias muito grandes, produzindo muitos malefícios para o movimento espírita.
Por isso, ações como o Projeto Espiritizar e agora com a criação da Editora Espiritizar visam minimizar esses desvios, a partir de reflexões que fazemos para que haja um retorno às bases doutrinárias, com uma fidelidade a Jesus e Kardec.
A nossa primeira obra: Fluidoterapia Espírita - Passes e Água Fluidificada é um livro fruto de um estudo das obras básicas kardequianas e de obras subsidiárias idôneas, que se baseiam também no Pentateuco Kardequiano, para que todos possam, com base no bom-senso kardequiano, refletir e tirar as suas conclusões sobre como deve ser desenvolvida a fluidoterapia espírita nos Centros Espíritas. Além do passe, estudamos a água fluidificada e a irradiação ou passe a distância.
 
          Na questão da fluidoterapia espírita, bem como em todos os setores, é fundamental que os Centros Espíritas busquem efetivamente as bases kardequianas, pois nos últimos tempos temos visto vários Centros se desviarem de sua função nessa área.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Vida e Valores (Débitos e créditos)

O empresário Gordon Gould teve ensejo de expressar-se dizendo que, para ele, uma das coisas mais importantes desses tempos do mundo é a contabilidade de débitos e créditos. E ele alinhava uma série de razões para justificar o seu entendimento.
Vale lembrar que essa contabilidade de débitos e créditos nasceu no Século XV, mais propriamente em 1494 e foi criada por um monge franciscano chamado Luca Pacioli.
Esse monge franciscano criou essa metodologia exatamente para auxiliar aos mercadores, aos comerciantes, negociantes de Veneza que precisavam gerenciar suas economias crescentes.
Precisavam administrar seu dinheiro de uma forma eficiente e encontraram, no trabalho do monge franciscano Luca Pacioli, um elemento importantíssimo para que eles pudessem analisar perdas, ganhos, no bojo das suas realizações.
A partir daí, a Humanidade tem experimentado muito sucesso ao fazer uso dessa contabilidade: débito - crédito.
Isso entrou de tal modo na vida das comunidades do mundo inteiro que hoje faz parte dos cursos de contabilidade, de economia, de administração e usamos essa maneira de pensar, essa metodologia de lidar com valores, no nosso cotidiano.
Falamos em outros contextos a respeito de débito e crédito, em termos morais: Você tem débito comigo. Eu tenho crédito com você. Você tem créditos para comigo. Eu tenho débitos para com você.
A partir disso, a ideia de Luca Pacioli espalhou-se pelo mundo e é tão importante verificarmos que todos nós, de uma maneira ou de outra, teremos o nosso tempo de prestar contas do que estamos fazendo da nossa existência.
Não foi à toa que Jesus Cristo, um dia, exprimiu-Se dizendo que o administrador daria conta da sua administração.
Quando pensamos em administração, não é apenas a administração de negócios, de dinheiro mas, nesse sentido amplo, é a administração de nossa vida e, se não sabemos bem administrá-la, certamente contrairemos débitos.
Se conseguirmos bem administrar nossa vida, teremos os créditos decorrentes de nosso juízo, de nossa boa ação, da grandeza que criamos com a nossa vida na Terra.
Por isso é que nos cabe refletir, nos cabe pensar nessa dinâmica da vida de todos nós e de cada um em particular, que nos remete sempre a fazer esse balanço, entre os créditos que a Divindade nos confiou e os débitos que  contraímos, face ao mau uso ou ao desuso desses créditos Divinos.
É por isso que percebemos que cada vez que usamos mal, por exemplo, o crédito da palavra, usamos mal o nosso falar, adquirimos débitos para o futuro.
Cada vez que utilizamos mal o crédito da visão, criamos problemas para o nosso amanhã.
O crédito dos nossos pés, da nossa inteligência, das oportunidades sociais, tudo isto vai fazendo parte dos elementos de que dispomos na Terra para viver da melhor maneira.
Você sabe quantas bênçãos a vida lhe ofereceu e lhe oferece? A família, os amigos, o trabalho, a saúde, as oportunidades variadas e não se justifica que, diante de tantas oportunidades, façamos mau uso. Nada obstante, muitas vezes, em nome da nossa loucura, da nossa inconsciência, acabamos por usar mal os créditos que a Divindade nos confiou e teremos que acertar isso um dia.
*   *   *
É importantíssimo, nesse capítulo de débitos e créditos, na contabilidade criada por Pacioli, verificarmos que, um dia, o Codificador Espírita Allan Kardec perguntou aos Bons Espíritos a respeito do que poderíamos fazer para superarmos as tentações do mal e para realizarmos com proveito a nossa jornada terrestre.
Os Nobres Guias da Humanidade responderam que um velho sábio da Antiguidade já nos houvera dito: Conhece-te a ti mesmo.
Allan Kardec voltou à carga e perguntou: Entendi o sentido desse autoconhecimento. O problema está exatamente em como fazê-lo. Como poderemos realizar isto?
O Espírito Santo Agostinho respondeu: Fazei como eu fazia quando estava no mundo. Ao final de cada dia, fazia o levantamento de como eu houvera vivido, aquilo que realizara em prejuízo do próximo, em meu próprio prejuízo. Aquilo que eu tivesse feito em contraposição às Leis Divinas.
Fazia uma tomada de débitos e créditos, dizemos nós e, graças a isso, ficamos com uma fórmula, digamos assim, para realizar esse esforço pelo autoconhecimento.
Não é fácil porque quase sempre nos ocultamos de nós mesmos ou, pelo menos, tentamos fazê-lo. Ao nos ocultar de nós mesmos, vamos dando desculpas que nada desculpam para os nossos atos: Eu fiz porque Fulano me provocou, eu deixei de fazer porque Beltrano não me ajudou.
Vamos sempre empurrando para longe, jogando para fora de nós as responsabilidades que são nossas.
Na medida em que queremos nos conhecer de fato, assumimos nossas falhas e nossos acertos. Aquilo que erramos, colocamos no prato simbólico de uma balança e aquilo que acertamos colocamos no outro prato da balança.
A partir daí, teremos o estabelecimento do peso entre débito e crédito, o que nos sobrará.
Quando estamos fazendo esforços por nos conhecer, não nos envergonhamos dos erros que ainda cometemos e nem queremos fugir dos acertos que empreendemos.
Há coisas maravilhosas que já fazemos. Para que esconder isso de nós? Para que fingir que não fazemos? Mas, ainda há muita sombra nas nossas atitudes e por que tentar ocultar isso de nós?
Se carregarmos uma mazela, uma ferida e negarmos que a conduzimos, quando é que vamos tratá-la?
O mais especial é quando assumimos que levamos uma chaga aberta porque então muitos se apresentarão para ajudar nesse processo do tratamento.
Cada qual de nós diante da vida carrega as coisas boas que já fez, as coisas felizes que faz, seus créditos. O bom uso daquilo que Deus nos deu, o bom uso daquilo que Deus nos dá são créditos mas, muitas vezes, fugimos do bom tom, nos perdemos nesses labirintos de equívocos e carregamos débitos.
Não há nenhum motivo para desesperação, não há nenhum motivo para que nos percamos desfigurados de remorsos, desejando morrer. O tempo de agora é o tempo da oportunidade. Desejaremos viver para corrigir o que ficou mal pintado em nossa tela.
É o tempo de acertar, corrigindo o passo que não tenha sido bem dado em nossa vida e, graças a isso, trabalharemos no sentido de que a contabilidade Divina possa reconhecer nossos créditos e justificar os nossos débitos com as coisas boas que fazemos.
Foi o Apóstolo Simão Pedro que fechou de forma notável esse ensinamento ao nos dizer que o amor cobre multidões de pecados.
Todos nós na Terra somos Espíritos nessa faixa de provações, de expiações, com necessidades de aprender, de pagar dívidas mas com a grande oportunidade de desenvolver em nós o amor sob todos os aspectos consideráveis, porque somente o amor cobre multidões de pecados.

Transcrição do Programa Vida e Valores, de número 203, apresentado por Raul Teixeira, sob coordenação da Federação Espírita do Paraná.
Programa gravado em agosto de 2009.
                                                                         Em 25.04.2011.
   

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

15 DE DEZEMBRO - DIA DO ESPERANTO

O Esperanto foi criado em 1887 pelo oftalmologista e filósofo Luwik Lejzera Zamenhof, para ser uma língua universal. A idéia era facilitar a comunicação dos povos com uma língua de fácil aprendizado e vocábulo reduzido. Hoje em dia o Esperanto é usado em viagens, intercâmbios culturais, literatura, convenções e normalmente em eventos que exijam mais de um idioma. Zamenhof editou seu primeiro livro sobre a língua em 26 de julho de 1887, em russo, embora fosse polonês. Sua terra natal, Bialystok, na Polônia, estava sob o domínio do império russo na época. Zamenhof, que era contra a dominação russa, decidiu criar um idioma para acabar com o litígio entre os povos, acreditando que falar a mesma língua era o que faltava para as diferentes culturas se entenderem. O número de pessoas que aderiram à nova língua foi considerado surpreendente, até por Zamenhof. Seu livro, UNUA LIBRO, foi lançado na  Alemanha, na França e na Rússia. Logo chegou ao Japão, China e parte das Américas. No Brasil, o primeiro  grupo de Esperanto foi fundado em Campinas sob o nome de SUDA STELARO, em 1906, 19 anos após a criação da língua. Mas diante dos acontecimentos das grandes guerras mundiais, o movimento esperantista sofre uma parada grotesca: as tropas hitlerianas passaram a perseguir e matar  os esperantistas.  Stalin segue o exemplo de Hitler nessa perseguição  sem sentido, e promove uma verdadeira dizimação na família Zamenhof. A perseguição alcançou proporções inesperadas até no Japão e na China.

Com o término da segunda grande guerra, o esperanto volta a ter força. Em 1954, a UNESCO reconhece oficialmente o esperanto como língua.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Natal é Vida

Eis o Natal que nos bafeja agora,
Trazendo bênçãos de Jesus ao mundo
A distribuir o seu amor fecundo,
Natal que em nós nova esperança aflora.
 
Quando é Natal o nosso ser se ancora
No amor fraterno, em sentido profundo;
Buscamos paz de segundo a segundo,
Para o nosso planeta que estertora.
 
Quando é Natal há sempre um canto novo
Que traz Jesus a socorrer o povo,
Povo que nunca Ele deixou a sós.
 
Natal é vida que abundante exprime
Lição do céu que transforma e redime,
Se Jesus renascer dentro de nós.
 
Sebastião Lasneau
 
 
 
(Mensagem psicografada por Raul Teixeira, em 12/11/2011, durante a reunião do Conselho Federativo
Nacional da FEB, em Brasília-DF)
Distribuição da Federação Espírita Brasileira
 
 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Crendices e Mediunidade

Alírio de Cerqueira Filho
A maioria das pessoas leigas quando ouve falar de mediunidade tem reações diversas.
Existe o grupo dos que acreditam que toda atividade mediúnica é coisa do demônio e que deve ser evitada a qualquer custo, sob pena daqueles que “mexem com essas coisas”, conforme dizem, irem para o inferno sofrerem punições por ousarem lidar com essa prática.
As pessoas desse grupo confundem a mediunidade com a magia negra, que é uma prática milenar que envolve o mediunismo voltado ao mal das pessoas, uma prática que infelizmente existe.
Como ignoram a diferença da prática da mediunidade como Jesus e os Seus apóstolos nos ensinaram, sobretudo pelo exemplo de vida, bem como por ações como a transfiguração de Jesus no Monte Tabor, em que ele dialoga com Moisés e Elias, dois Espíritos desencarnados, dentre outras passagens nas quais Jesus demonstra ser o Médium de Deus.
Nos Atos dos Apóstolos há descrições de inúmero fatos mediúnicos envolvendo os apóstolos a começar pelos eventos ocorridos em pentecostes, demonstrando ser a mediunidade uma prática usual nos primeiros tempos do Cristianismo, como acontece hoje nos Centros Espíritas, que têm como objetivo principal reviver o Evangelho de Jesus e as práticas cristãs dos primórdios do Cristianismo nascente.
Existe outro grupo que acredita que a mediunidade é algo sobrenatural, sendo os médiuns verdadeiros semideuses infalíveis, e que tudo que provenha deles é a pura expressão da verdade. As pessoas que acreditam nisso são muito místicas e desconhecem o que é ser médium e o significado da mediunidade. Muitas pessoas que participam do Movimento Espírita estão nesse rol, tornando os médiuns verdadeiros mitos.
A mediunidade nem é um ato demoníaco, nem tampouco um passaporte para a perfeição espiritual. Trata-se de uma faculdade que um Ser Humano pode ser dotado para que possa desempenhar uma tarefa de autoesclarecimento e, por extensão, de esclarecimento daqueles que partilharão da sua tarefa como médium.
O médium é, por isso, uma pessoa comum que se destaca das demais por ter um sexto sentido mais aguçado, fato que lhe possibilita a percepção em maior intensidade da dimensão espiritual, mas que, como diz Allan Kardec em O Livro dos Médiuns, todas as pessoas possuem em maior ou menor grau.
A Doutrina Espírita tem como objetivo disciplinar o fenômeno mediúnico, que não foi criado por ela, mas que existe desde todo o sempre. A prática mediúnica somente pode ser disciplinada quando trabalhada à luz do Evangelho de Jesus.
Segundo o Espiritismo todo médium está em uma tarefa de se autoevangelizar, constituindo-se a atividade mediúnica em uma grande oportunidade de autoconhecimento e autotransformação, quando o médium desenvolve as suas tarefas sempre tendo Jesus como modelo e guia e Allan Kardec como o instrutor imprescindível para o bom êxito de sua atividade.
 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Uma voz no vento

Ação, fecundidade, vida, progresso e luz! – eis o poema da Natureza cantando a sua própria glória! Eis o hino inimitável, eterno e intraduzível, que desce dos tabernáculos sagrados, embeleza e harmoniza a mesma Vida, para de novo evolver, em haustos de vibrações consecutivas!