sexta-feira, 30 de março de 2012

Área Q

Área Q
Revolução no cinema brasileiro

Prezados amigos:

Conforme todos os espíritas sabem, a divulgação da doutrina chegou às telas dos cinemas, focando o grande público, e tem feito bastante sucesso, desde o primeiro filme, “Bezerra Menezes”, seguido depois pelo “Chico Xavier”, “Nosso Lar”, “As mães do Chico” e o “Filme dos Espíritos”. E vem mais dois filmes aí, um feito pelo Oceano Vieira e outro pelo nosso amigo Paulo Figueiredo.
O resultado desta divulgação tem sido impressionante, pois que muita gente tem buscado as obras espíritas, procurando saber mais sobre o Espiritismo, pela importância e a elegância como a mensagem tem sido mostrada, através desse meio de divulgação tão interessante, que é o cinema.
Mas isto não aconteceu por acaso. Teve um pioneiro, um audacioso e, na linguagem de alguns até mesmo um “maluco” que, por conta própria, resolveu tomar a iniciativa de investir na idéia, arregaçar as mangas e, com ou sem ajuda, partir para a luta.
 
Tania Khalil e Murilo Rosa

Esse cidadão chama-se Luiz Eduardo Granjeiro Girão, é de Fortaleza, no Ceará, um empresário que não teve medo nem vergonha de vincular o nome das suas empresas à divulgação do Espiritismo, e, por conta disto, não sofreu boicote nenhum a nenhuma das suas empresas, que atua em atividades distintas e até, muito pelo contrário, o seu complexo empresarial cresce cada vez mais e faz cada vez mais sucesso pela sua eficiência.
Eu tive a honra de ser o elemento que apresentou Luiz Eduardo para o movimento espírita, em 2001, através do meu programa Espiritismo via Satélite que, no início daquele ano, chegou a ser apoiado por ele.
O que é importante que todos saibam é que os filmes “Chico Xavier” e “Nosso Lar” só saíram, depois que perceberam que filme espírita dá bilheteria e, conseqüentemente, “dá dinheiro”. Não está errado isto não, o mercado tem que se orientar pelo mercado mesmo. Alguns vêm dizendo isto, o tempo todo, que a doutrina precisa ser levada ao grande público pelos meios de comunicação de massa mas, infelizmente, a praga da “humildade” de fachada não tem permitido que esses sejam ouvidos.
Apoiado ou não, Luiz Eduardo foi em frente, focou no seu ideal e está aí o resultado.
Agora ele, com sua valiosa equipe da Estação da Luz,volta a fazer novo filme que, a meu ver, será simplesmente revolucionário.

Área Q – Simplesmente maravilhoso

Luiz Eduardo (foto ao lado) mandou o Fernando Lobo, da sua equipe, vir à minha casa para mostrar-me o filme Area Q, em absoluta primeira mão, e eu, sinceramente, não estava nem acreditando no que estava vendo, pois, parecia produção hollywoodiana, não apenas pela presença de atores americanos, mas pelo nível de produção, tanto do ponto de vista técnico quanto artístico.
Este filme estará sendo lançado no cinema, nas principais capitais brasileiras, no dia 13 de abril e eu quero sugerir aos amigos que lotem os cinemas, porque vai valer a pena. Ao mesmo tempo, peço que o divulguem, também, nos centros espíritas e locais onde freqüenta.
Não é um filme rotulado espírita, não é filme de apelo doutrinário, é filme que certamente vai ter uma boa aceitação pelo grande público e sugiro, também, que convidem, sem receios, os seus amigos não espíritas porque, com certeza, ele vai ser interessante pra todo mundo, independente de rotulação religiosa.
Além do consagrado ator americano Isaiah Washington o filme trás também o Murilo Rosa e a Tania Kalil, atores globais que também são sucessos no cinema brasileiro.
Não vou entrar nos detalhes de como é o filme, porque ele tem o seu site onde você pode ver tudo, inclusive o elenco e eu sugiro que dê uma olhada lá.

http://www.areaqofilme.com.br.

        É demais, gente. Um verdadeiro show do cinema brasileiro que, certamente, será também sucesso mundial.
Abração


Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas, Escritor e AINSF Dinastia
                         alamarregis@redevisao.net
                              www.redevisao.net

quarta-feira, 28 de março de 2012

Tópicos da Prece - Médium: Chico Xavier Autor: Be

Tela de Leitura
Tópicos da Prece 
Elevemos o nosso coração, sempre que possível, ao Senhor e confiemos em Sua Infinita Bondade!
Na prece está a nossa força e no serviço do Bem o nosso refúgio!
Confiemos nosso pensamento à oração e nossos braços ao trabalho com Cristo Jesus.
E Jesus solucionará os nossos problemas com a bênção do tempo.
Paz e esperança ao coração! Cada noite, apesar do cansaço, não olvides alguns minutos com a oração, para que se nos refaçam as forças.
As tarefas seguem intensas, contudo, quanto possível, os Amigos Espirituais procuram amparar-nos as energias e acrescentá-las ainda mais.
Meus irmãos, muitos Amigos da Espiritualidade sustentam-nos as forças na travessia difícil das horas que passam.
Através da oração recolheremos, como sempre, a inspiração de que necessitamos na superação das lutas redentoras.
Guardemos a tranqüilidade mental!
Através da oração, as tarefas do lar são sustentadas com a bênção do Alto.
Receberemos, pela oração, o concurso espiritual, rogando a Jesus para que os nossos corações sejam fortificados no caminho de dor e luz em que nos encontramos.
Agradeçamos a Jesus as bênçãos de cada dia e confiemos na proteção divina, hoje e sempre!
Cada noite consagremos alguns momentos à oração, momentos esses de que se valerão os Amigos Espirituais que nos amparam, a fim de insuflar-nos novas forças para o desempenho de nossas tarefas.
Reanimemo-nos e guardemos o bom ânimo na certeza de que a fé viva em Deus é luz que nos auxilia a dissipar todas as sombras.
Jesus nos abençoe!
Roguemos a Ele, nosso Eterno Benfeitor, nos abençoe os planos de trabalho e renovação à frente do futuro.
(livro: Apelos Cristãos. Francisco Cândido Xavier por Bezerra de Menezes)

Transmissão ao vivo da Videoaula - Projeto Espiritizar

Agora, todos os eventos poderam ser acessados online através de nossa TV virtual.Asista online, as 2ª, 3ª e 4ª terça-feiras de cada mês, de qualquer lugar do mundo os novos cursos do Projeto Espiritizar da Feemt.

O objetivo é a formação, a qualificação e a consequente espiritização dos trabalhadores dos Centros Espíritas através de um aprofundamento no estudo das obras básicas do Espiritimos e as obras complementares.


Os cursos ocorrem todas as 2ª, 3ª e 4ª terça-feiras de cada mês das 20h30 às 22h (horário de Cuiabá) na sede da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso, com exceção da 1ª terça-feira de cada mês, tendo como facilitador Alírio de Cerqueira Filho.
HORÁRIOS:
Horário de Cuiabá: 20h30 às 22h
Horários de Brasília: 21h30 às 23h

Para realizar perguntas duante a transmissão, mande-as para o email: aovivo@espiritizar.org

terça-feira, 27 de março de 2012

10º Encontro Amigos da Boa Nova

 10º Encontro Amigos da Boa Nova

Esta chegando o 10º Encontro Amigos da Boa Nova. E nesta edição teremos muitas novidades para poder curtir juntos este maravilhoso encontro. Estamos a todo o vapor para realizar esta grande festa!
Os ingressos já estão à venda, as informações já estão disponiveis nas nossas redes sociais e você também pode entrar em contato através do telefone (11) 2458-3214.
E que rufem os tambores, pois o 10º Encontro Amigos da Boa Nova está chegando!
Equipe RBN__

quinta-feira, 22 de março de 2012

GEF faz aniversário e reeducandos ganham presente

Hoje a nossa casa completa 35 anos!



Visando cumprir a lei, o Juiz da execução penal de Várzea Grande, Abel Balbino Guimarães, determinou que a direção da Casa do Albergado reservasse espaço para que palestras educativas e religiosas começassem a ser proferidas, porém, não havia cadeiras suficientes para acomodar todos os reeducandos. 
Então, a REPARE, Rede Permanente de Assistência ao Recluso e ao Egresso, uma organização não governamental cujo objetivo é reintegrar os apenados, intermediou a doação de 55 (cinquenta e cinco) cadeiras para o albergue masculino de Várzea Grande.
Na presença do Juiz de Direito da Vara de Execução Penal, do Promotor de Justiça José Ricardo Costa Mattoso e da Defensora Pública Tânia Regina de Matos, representante da REPARE foi assinado no dia 28 de Fevereiro um termo de doação entre o Grupo Espírita Fraternidade, e a Casa do Albergado de Várzea Grande.
A iniciativa começou no dia 11 de março, com uma palestra proferida pela presidente do Grupo Espírita Fraternidade Maria Aparecida Conagin e visa reinserir os apenados ao convívio social. Não há prazo previsto para encerramento, pois, a cada três palestras assistidas, o reeducando ganhará um dia de folga para ficar em casa com sua família.
Receptiva a todas as religiões, a diretora do local que também é agente prisional de carreira, senhora Gisele da Silva Araújo, espera um resultado positivo já que a maior parte do tempo os albergados ficavam ociosos.
“Dependência Química e o Apoio da Família” será o tema da palestra do próximo sábado, dia 24/03/12, às 16h00 com a psicóloga e especialista em Psicoterapia em casais e família: Roselene Pereira dos Santos.

 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Edição de Março de 2012 - Revista Reformador

A morte sem mistérios

Christiano Torchi
 Por que a morte, sendo tão natural quanto o nascimento, fenômeno corriqueiro ao qual todos estamos sujeitos, sem exceção, ainda é considerada algo sinistro e tão misterioso?
Por que ela é tão incompreendida e causa tanto sofrimento, sobretudo quando surpreende prematuramente nossos entes queridos?
O Espiritismo veio, em boa hora, desmistificar a morte, mostrando a sua verdadeira face, e, o que é mais importante, veio realçar a importância da vida, demonstrando que ela transcende a questão da sobrevivência. Entretanto, mesmo para os que estudam a realidade além-túmulo, a morte dos entes queridos é algo difícil de aceitar e administrar.
Isso mostra quanto ainda somos imaturos, espiritualmente, e quanto temos ainda de desmaterializar nossos pensamentos e sentimentos.

Todas as religiões pregam a imortalidade da alma, mas a Doutrina Espírita foi além: comprovou, cientificamente, a imortalidade e resgatou o espírito da matéria, “matando a morte”. Não se trata mais de convicção religiosa. Trata-se de estar bem ou mal informado, pois, sem prejuízo dos princípios revelados pelo Consolador, o Espírito já foi pesado, medido e fotografado por uma legião de sábios, pesquisadores e cientistas de renome, conforme registrado nos anais da História.

Muito da incompreensão e do temor da morte repousa no desconhecimento da natureza espiritual do homem e no desconhecimento do perispírito, este, o invólucro inseparável da alma ou Espírito, elemento semimaterial, fluídico, indestrutível, que serve de intermediário entre o Espírito e o corpo físico. O estudo das propriedades e das funções do perispírito dilata novos horizontes à Ciência e constitui a chave de uma grande quantidade de fenômenos, preconceituosamente negados pelo materialismo e qualificados por outras crenças como milagres ou sortilégios, entre eles a materialização de Espíritos, confundida com a “ressuscitação” ou “ressurreição” dos mortos.

Denomina-se “morte” o esgotamento ou a cessação da atividade vital nos organismos. Nós, os espíritas, chamamo-la “desencarnação”, palavra que designa, com maior precisão, o evento, pois o que se dá, na realidade, é o desprendimento do Espírito ou do princípio inteligente do corpo físico, que a esse se havia ligado por meio do fenômeno encarnatório.

Deus criou os Espíritos simples e ignorantes, impondo a eles encarnações sucessivas, com o objetivo de fazê-los chegar à perfeição, gradualmente, pelo próprio mérito. Logo, a evolução se processa por fases, pois não é possível escalar o cume glorioso da plena vitória espiritual sobre si mesmo num só voo. Assim, podemos comparar o mundo físico a uma escola, a um campo de provas para o Espírito. André Luiz afirma:

[...] O Espírito, eterno nos fundamentos, vale-se da matéria, transitória nas associações, como material didático, sempre mais elevado, no curso incessante da experiência para a integração com a Divindade Suprema. [...]1

O estágio na carne é o buril que esculpe o aperfeiçoamento do ser. Não é uma excursão de lazer a que somos convidados a gozar, à saciedade, na taça da vida, pois os excessos contribuem para a destruição prematura do corpo físico, equiparando-se a um suicídio inconsciente.
Com a desencarnação, o corpo grosseiro é descartado, à semelhança de uma roupa imprestável, que se desprende do perispírito e do Espírito, molécula a
molécula. Decompostos os elementos químicos, esses são restituídos à Natureza para serem reutilizados na construção de outros corpos. Sem a veste carnal, o Espírito, em vibração diferenciada, desaparece dos olhos físicos dos encarnados, como se mudasse de residência, mantendo-se intacto e conservando, em outra dimensão apropriada ao progresso realizado, todo o patrimônio de experiências adquiridas.

O corpo é o instrumento do progresso espiritual. A decomposição dele é uma sábia lei da Natureza, sem a qual não haveria renovação e transformação. A encarnação e a morte constituem ciclos na trajetória das criaturas, que permitem o desenvolvimento delas por etapas, o que proporciona, nos intervalos entre uma e outra existência física, a avaliação e a reavaliação das experiências, o planejamento das futuras encarnações, para o recomeço proveitoso de novas provas.

Se a morte fosse a destruição completa do homem (Espírito encarnado), muito ganhariam com ela os maus, pois se veriam livres, ao mesmo tempo, do corpo, do Espírito e dos vícios. É uma ideia materialista que repugna o bom-senso e a lógica. A crença de que após a morte física vem o nada, além de anticientífica, é incompatível com a perfeição, a justiça e a bondade do Criador.

A vida na carne é uma constante preparação para a morte.
Todos sabemos que esta é inexorável e pode acontecer a qualquer instante. Apesar disso, raramente valorizamos a existência e quase sempre desprezamos as oportunidades de crescimento:
A educação para a morte não é nenhuma forma de preparação religiosa para a conquista do Céu. É um processo educacional que tende a ajustar os educandos à realidade da Vida, que não consiste apenas no viver, mas também no existir e no transcender.2

Aqueles que, durante a vida terrena, se esforçarem sinceramente por se melhorar, mesmo errando durante o curso de sua existência, podem aguardar, serenos, a hora de seu retorno para o mundo espiritual, pois verão recompensados seus suores, dores e lágrimas. O Espírito Irmão X (Humberto de Campos) relaciona conselhos muito úteis para os que pretendem morrer bem. Eis o resumo de alguns deles, em forma de decálogo:

1. Diminua gradativamente a volúpia de comer a carne dos animais.
2. Evite os abusos do álcool e do fumo.
3. Não se renda à tentação dos narcóticos.
4. Quanto ao sexo, guarde muito cuidado na preservação do seu equilíbrio emotivo.
5. Se tiver dinheiro, não adie doações aos que realmente precisem e observe cautela com testamentos, pois a morte pode chegar de surpresa, deixando-o aflito com pendências judiciais perante os familiares.
6. Não se apegue demasiado aos laços consanguíneos, pois os entes queridos não nos pertencem.
7. Se você já possui o tesouro de uma fé religiosa, viva de acordo com os preceitos que abraça. É muito grande a responsabilidade moral de quem já conhece o caminho, sem equilibrar-se dentro dele.
8. Faça o bem que puder, sem a preocupação de satisfazer a todos.
9. Trabalhe sempre. O serviço é o melhor dissolvente de nossas mágoas.
10. Ajude-se, através do leal cumprimento de seus deveres.3

Em nossa quadra evolutiva, é normal que sintamos tristeza pela partida, inesperada ou não, dos entes queridos. A lembrança e a saudade geralmente evidenciam o amor que nutrimos por eles, contudo, não devemos nos entregar ao desespero e à tristeza mórbida, sob pena de prejudicarmos o restabelecimento dos recém-desencarnados, pois nossos pensamentos e sentimentos os atingem em cheio.

Ademais, tal comportamento demonstra o nosso egoísmo pelo apego excessivo aos laços familiares, ou ainda a falta de confiança em Deus, de fé no futuro e na imortalidade dos entes queridos, dos quais, a rigor, nunca nos apartamos, havendo, até mesmo, a possibilidade de nos comunicarmos com eles.
É realmente consolador haurir a certeza da imortalidade da alma.
Assimilar esses conhecimentos, adquirir essa convicção eleva a nossa condição de Espíritos, o que nos faz sentir herdeiros do Criador e nos dá mais forças para vencer as dificuldades do dia a dia, permitindo que valorizemos ainda mais a vida.
A maior prova que damos de que realmente internalizamos as noções imortalistas do ser e da reencarnação é recebermos com resignação e coragem a notícia do passamento de nossos entes queridos.

Lamentar exageradamente a partida daqueles a quem amamos é falta de caridade, pois seria exigir a permanência deles na prisão do corpo, fustigados por todo o cortejo de provas da existência física, muitas vezes pelo egoísmo de tê-los junto de nós. Saibamos impor silêncio às nossas dores, entregando-nos ao trabalho do bem, que nos dará forças para prosseguirmos no cumprimento dos deveres. Morrer todos os dias para a existência inferior é uma forma de viver a vida eterna, construindo o futuro glorioso que nos aguarda.

1XAVIER, Francisco C. Obreiros da vida eterna. Pelo Espírito André Luiz. 33. ed. 4. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Cap. 19.
2PIRES, J. Herculano. Educação para a morte. 9. ed. São Paulo: Paideia, 2004. p. 23.
3XAVIER, Francisco C. Cartas e crônicas. Pelo Espírito Irmão X. 13. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 4. p. 21-24.



terça-feira, 20 de março de 2012

Edição de Março de 2012 - Revista Reformador

O Sermão Profético (Capa)

Marta Antunes Moura
O Sermão Profético, também chamado Discurso Escatológico, foi pronunciado por Jesus no monte das Oliveiras, o qual, em razão de sua amplitude, merece estudo mais aprofundado. O texto de Mateus (24:1-31), em seguida reproduzido, anuncia uma Era de Transição (versículos 6 a 26) e outra de Regeneração (versículos 27 a 31), segundo interpretação espírita.1

Introdução – (1) Jesus saiu do Templo, e como se afastava, os discípulos o alcançaram para fazê-lo notar as construções do Templo. (2) Mas ele respondeu-lhes: “Vedes tudo isto? Em verdade vos digo: não ficará aqui pedra sobre pedra: tudo será destruído”. (3) Estando ele sentado no monte das Oliveiras, os discípulos foram pedir-lhe, em particular: “Dize-nos quando vai ser isso, qual o sinal da tua vinda e do fim desta época”. O princípio das dores – (4) Jesus respondeu: “Atenção para que ninguém vos engane. 5Pois muitos virão em meu nome, dizendo: ‘O Cristo sou eu’, e enganarão a muitos. (6) Haveis de ouvir falar sobre guerras e rumores de guerras. Cuidado para não vos alarmardes. É preciso que essas coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. (7) Pois se levantará nação contra nação e reino contra reino. E haverá fome e terremotos em todos os lugares. (8) Tudo isso será o princípio das dores”.

(9) Nesse tempo, vos entregarão à tribulação e vos matarão, e sereis odiados de todos os povos por causa do meu nome. (10) E então muitos sucumbirão, haverá traições e guerras intestinas. (11) E surgirão falsos profetas em grande número e enganarão a muitos.

(12) E pelo crescimento da iniquidade, o amor de muitos esfriará. (13) Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. (14) E este Evangelho do Reino será proclamado no mundo inteiro, como testamento para todas as nações. E então virá o fim. A grande tribulação de Jerusalém – (15) Quando, portanto, virdes a abominação da desolação, de que fala o profeta Daniel, instalada no lugar santo – que o leitor entenda! – (16) então, os que estiverem na Judeia fujam para as montanhas, (17) aquele que estiver no terraço, não desça para apanhar as coisas da sua casa, (18) e aquele que estiver no campo não volte atrás para apanhar a sua veste! (19) Ai daquelas que estiverem grávidas e estiverem amamentando naqueles dias! (20) Pedi que a vossa fuga não aconteça no inverno ou num sábado. (21) Pois naquele tempo haverá grande tribulação, tal como não houve desde o princípio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais.

(22) E se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma vida se salvaria. Mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados. (23) Então, se alguém vos disser: “Olha o Cristo aqui!” ou “ali!”, não creiais. (24) Pois hão de surgir falsos Cristos e falsos profetas, que apresentarão grandes sinais e prodígios, de modo a enganar, se possível, até mesmo os eleitos. (25) Eis que vos preveni. A vinda do Filho do Homem será manifesta – (26) Se, portanto, vos disserem: “Ei-lo no deserto”, não vades até lá; “Ei-lo em lugares retirados”, não creiais. (27) Pois assim como o relâmpago parte do oriente e brilha até o poente, assim será a vinda do Filho do Homem. (28) Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres.
A amplitude cósmica desse acontecimento – (29) Logo após a tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados. (30) Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem e todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória. (31) Ele enviará os seus anjos que, ao som da grande trombeta, reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma extremidade até a outra extremidade do céu.

A profecia indica a sucessão de dois grandes acontecimentos na humanidade terrestre: um de sofrimento, denominado Transição, outro de paz, conhecido como Regeneração. Por trás do simbolismo presente no texto evangélico, destacam-se quatro ordens de ideias: um alerta, a descrição da natureza das tribulações, o comportamento dos verdadeiros cristãos perante os acontecimentos e aspectos significativos do reinado da paz. O alerta está relacionado aos falsos profetas (versículos 4-6; 11 e 23-26), pois [...] Em todos os tempos houve homens que exploraram, em proveito de suas ambições, de seus interesses e do anseio de dominação, certos conhecimentos que possuíam, a fim de alcançarem o prestígio de um poder sobre-humano, ou de uma pretensa missão divina. São esses os falsos cristos e os falsos profetas. [...]2

Sabemos, contudo, que o “verdadeiro profeta se reconhece por características mais sérias e exclusivamente morais”. (2) Comuns nos dias atuais, os falsos profetas, encarnados e desencarnados, produzem um clima de intranquilidade e de negatividade por onde passam, à semelhança dos abutres que se alimentam de cadáveres (versículo 28: “onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres”). Emmanuel pondera a respeito com sabedoria:

Essa figura, de alta significação simbológica, é dos mais fortes apelos do Senhor, conclamando os servidores do Evangelho aos movimentos do trabalho santificante. [...]
Um homem que se afirma invariavelmente infeliz fornece a impressão de que respira num sepulcro; todavia, quando procura renovar o próprio caminho, as aves escuras da tristeza negativa se afastam para mais longe. Luta contra os cadáveres de qualquer natureza que se abriguem em teu mundo interior. Deixa que o divino sol da espiritualidade te penetre, pois, enquanto fores ataúde de coisas mortas, serás seguido, de perto, pelas águias da destruição.3

A natureza das tribulações é diversificada: a) Conflitos entre os povos (versículos 6, 7 e 10); b) Guerras (versículo 6) que, “como todo tipo de violência humana, individual ou coletiva, não são resultantes da vontade de Deus, mas sim expressões do egoísmo e do orgulho imperantes nos mundos atrasados como o nosso”;4 c) Flagelos e Catástrofes (versículos 7, 9, 15-21 e 29), alguns decorrentes da ação humana (versículos 7, 9 e 10), outros, como terremotos (versículo 7) e acidentes cósmicos (versículo 29), consequentes das transformações na Natureza. Os flagelos destruidores, naturais ou independentes do homem, devem ser considerados como “[...] provas que dão ao homem oportunidade de exercitar a inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus, permitindo-lhe manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, caso o egoísmo não o domine”.5

Perante qualquer tipo de provação ou calamidade, Jesus ensina qual deve ser o comportamento do verdadeiro cristão: manter-se resguardado na firmeza  da fé, pois quem “perseverar até o fim, esse será salvo” (versículo 13); não ter apego aos bens materiais: “então, os que estiverem na Judeia fujampara as montanhas, aquele que estiver no terraço, não desça para apanhar as coisas da sua casa, e aquele que estiver no campo não volte atrás para apanhar a sua veste!” (versículos 16 a 18). Demonstrar espírito de sacrifício e de resignação: “Ai daquelas que estiverem grávidas e estiverem amamentando naqueles dias! Pedi que a vossa fuga não aconteça no inverno ou num sábado. Pois naquele tempo haverá grande tribulação, tal como não houve desde o princípio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais” (versículos 19 a 21).

O reinado da paz se instalará, efetivamente, a partir da Regeneração, quando o “Evangelho do Reino [for] proclamado no mundo inteiro, como testamento para todas as nações” (versículo 14). São palavras condizentes com outra profecia, registrada por João, (10:16): “então haverá um só rebanho e um só pastor”. Sendo assim, [...] Jesus anuncia claramente que os homens um dia se unirão por uma crença única; mas, como poderá efetuar-se essa união? A tarefa parece difícil, tendo em vista as diferenças que existem entre as religiões, os antagonismos que elas alimentam entre os seus respectivos adeptos e a obstinação que manifestam em se acreditarem na posse exclusiva da verdade. [...] Entretanto, a unidade se fará em religião, como já tende a fazer-se social, política e comercialmente, pela queda das barreiras que separam os povos, pela assimilação dos costumes, dos usos, da linguagem. [...] Ela se fará pela força das coisas, porque se tornará uma necessidade, a fim de que se estreitem os laços de fraternidade entre as nações [...].6

Os versículos finais da profecia (30 e 31) – “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem e todas as tribos da terra baterão no peito e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e grande glória. Ele enviará os seus anjos que, ao som da grande trombeta, reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma extremidade até a outra extremidade do céu”– sugerem o retorno do Cristo ao Planeta.Kardec analisa, porém, que Jesus “[...] não diz que voltará à Terra com um corpo carnal, nem que personificará o Consolador. Apresenta-se como tendo de vir em Espírito, na glória de seu Pai, para julgar o mérito e o demérito e dar a cada um segundo as suas obras, quando os tempos forem chegados”.7

Referências:

1BÍBLIA DE JERUSALÉM. Diversos tradutores. São Paulo: Paulus, 2004. 3. reimp. Novo Testamento. Cap. Discurso escatológico.
2KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 21, it. 6, p. 394.
3XAVIER, Francisco C. Pão nosso. Pelo Espírito Emmnuel. 29. ed. 4. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Cap. 32.
4SOUZA, Juvanir Borges. Tempo de renovação. 3. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. Cap. 16, p. 131.
5KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Q. 740.
6______. A gênese. Trad. Evandro Noleto Bezerra. 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Cap. 17, it. 32, p. 489.
7______. ______. It. 45, p. 498.